At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

Thursday, February 24, 2011

PORTUGUÊS - Tribunal autoriza extradição de Julian Assange

Tribunal autoriza extradição de Julian Assange

publicado 12:25 24 fevereiro '11
Tribunal autoriza extradição de Julian Assange
Julian Assange ouviu hoje o juiz britânico autorizar a sua extradição para a Suécia. A defesa do fundador do Wikileaks diz que vai apelar da decisão Facundo Arrizabalaga, Epa

O tribunal de Belmarsh em Londres deu luz verde ao pedido de extradição contra Julian Assange apresentado pela Suécia. A justiça sueca acusa o fundador do Wikileaks de crimes de natureza sexual. A defesa do jornalista australiano já disse que vai recorrer da decisão.

O tribunal britânico não considerou válidas as alegações apresentadas pelos advogados de Assange, que apontavam erros graves à instauração do processo por parte das autoridades suecas.

O juiz também considerou improcedentes os argumentos de que uma extradição para a Suécia equivaleria a violar os direitos humanos do acusado.

Assange enfureceu o Governo dos Estados Unidos ao publicar comunicações diplomáticas secretas no site da internet Wikileaks . A defesa argumentava que existia o perigo de poder ser extraditado da Suécia para os EUA onde poderia enfrentar a pena de morte por espionagem ou a prisão em Guantánamo.

Os advogados afirmam também que não há hipótese de o seu cliente ter um julgamento justo na Suécia e acusam o primeiro-ministro daquele país Fredrik Reinfeldt de criar um ambiente tóxico ao apresentar Assange como “o inimigo público número um”.

"Crimes de natureza sexual"Os delegados do ministério público suecos afirmam que querem interrogar Julian Assange sobre crimes de natureza sexual cometidos em agosto no país, contra duas voluntárias do Wikileaks.

Uma das mulheres alega que Assange a molestou sexualmente por ter ignorado o seu pedido de usar um preservativo quando tiveram relações sexuais. A outra, com quem Assange também tinha tido relações sexuais, afirma que, quando dormia, Assange teve novamente sexo com ela sem usar preservativo.

De acordo com a acusação, a segunda destas alegações encontra-se abrangida no grau de menor gravidade do crime de violação de acordo com a lei sueca, o que pode acarretar um máximo de quatro anos de prisão.

Assange e os seus apoiantes afirmam que tudo isto não passa de uma campanha destinada a denegri-lo, e a “punir” o fundador do Wikileaks por ter revelado segredos embaraçosos para os EUA e seus aliados.

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